"Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim"
(João 15:18)
Imagina que ao longo da sua vida, você escolheu duas pessoas na Terra para compartilhar diariamente por toda a sua vida desde sempre os detalhes mais íntimos, pessoas em quem você confia com tamanha lealdade a ponto de se expor demais. Agora imagina que você deseja profundamente o melhor para essas pessoas, quer vê-las vivendo plenamente o que há de melhor nesta Terra. E então imagina que você percebe, com o discernimento que carrega e que infelizmente em muitos momentos é um peso, que uma dessas pessoas começa a seguir um caminho que te parece de morte, não necessariamente física, mas de escolhas, de dores, de afastamento do que você acredita ser vida.
Diante disso, você se desespera. Você tenta intervir. Fala, ora, jejua, insiste, chora, se doa. Faz tudo o que está ao seu alcance porque o amor que você sente não é indiferente. Ele é ativo, ele se movimenta, ele se incomoda. Mas, ao invés de ser compreendida, essa entrega é interpretada como ataque. A sua tentativa de cuidado é vista como controle. A sua dor é vista como maldade. O seu zelo é lido como opressão. O amor, intensidade e entrega que você faz não é recíproco.
E então surge a pergunta que dilacera: como é possível que alguém que você escolheu para caminhar junto, alguém por quem você deseja o bem, te enxergue e te trate como inimigo?
Isso não é estranho ao coração humano. A Bíblia mostra que o amor que confronta nem sempre é recebido como amor. Em João 15:18-19, Jesus diz que o mundo pode odiar aqueles que não pertencem à mesma lógica de escuridão, justamente porque a luz incomoda, Jesus nesse versículo disse que foi odiado pelo mundo. Muitas vezes, aquilo que revela caminhos é interpretado como julgamento, e aquilo que é intercessão é visto como acusação.
Os profetas também viveram isso. Jeremias, por exemplo, foi rejeitado por falar verdades que ninguém queria ouvir. Ele não era inimigo do povo, mas foi tratado como tal porque suas palavras confrontavam escolhas consolidadas. Em Jeremias 20:7-8, ele expressa sua dor por anunciar algo que trouxe rejeição e zombaria. Ele falava movido por um chamado, mas era recebido com hostilidade.
E há ainda uma dimensão ainda mais profunda: o próprio Cristo. Em João 1:11, está escrito que “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”. Jesus foi amor em forma de presença, mas esse amor foi, por muitos, interpretado como ameaça. Ele chorou por Jerusalém (Lucas 19:41), não porque quisesse controle, mas porque via caminhos que levavam à dor. Ainda assim, foi acusado, rejeitado e tratado como inimigo por aqueles a quem amava.
Quando alguém nos odeia e não consegue conviver conosco elas precisam da nossa ajuda para serem libertas de nós, afinal, não dá para vivenciar perto de quem vomita grosseria e estupidez o tempo todo, que vê todas as ações como ameaça, que fica armada e a qualquer oportunidade aperta o gatilho.
Sabe o que é bom? É que caminhar com Deus é Ele mostrar antes que determinadas situações vão ocorrer e te preparar, então olhando para todo o ocorrido eu agradeço ao Senhor e na paz de Cristo sigo sabendo que tudo coopera para o meu bem, pois o mal rodeia, mas Deus liberta.
Diante de situações assim, temos que orar e deixar Deus resolver, a cegueira espiritual é forte, mas o fruto do espírito liberta. A injustiça existe e também em forma de interpretação equivocada, mas a história de Jesus é isso puro.
Ele Santo, sendo o tempo todo interpretado errado por uma multidão que o matou. Quem quer te matar? Quem te odeia? Não importa se você é perfeito ou não, haverá alguém nessas condições, mas o que Jesus fez? Seguiu o seu caminho, cumpriu sua missão e chegou ao lugar que importa: o céu!
Feche os ouvidos, siga seu caminho em busca do eterno! Tudo aqui passa, mas Deus permanece. A graça de Deus basta, mesmo quando o sentimento de injustiça das interpretações permanece e quem você escolheu mais amar não enxergue isso.



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