Os anos passam e as palavras continuam a pedir para serem escritas. Aline convive com essa ação há muito tempo: palavras que nascem da escrita como se estivessem sufocadas. Elas pedem para serem ditas e Aline cansou de lutar contra, então cede seus dedos e registra. O processo é sempre o mesmo, não se sabe o início e muito menos o final; o que permeia é a ânsia da escrita. Por vezes, o registro é público e, com ele, dialoga com o desconhecido e também com o bem conhecido. Pois bem, mais uma vez está obedecendo e lembrando que não é mais aquela garotinha de 7 anos ou a sonhadora adolescente de 16 anos. Aline continua sonhando com um coração fertilizado na infância, mas agora com mais ação que sonho, querendo mais tempo no dia. Não é a mesma Aline, mas tem uma essência idêntica que a guia. Pautada em um livro, tenta conduzir sua vida; não consegue muitas vezes, mas tenta. Afinal, a coerência é uma das buscas mais difíceis do ser humano. Como dizer, pensar, acreditar, sentir e ...