"E me perdoe por usar o possessivo..."


Um poema para hoje cai tão bem como um livro, uma xícara de chocolate quente, uma pantufa e uma coberta  num dia chuvoso...


Quero-te como pronome

Pronome pessoal

Quero ter seu sobrenome

Como complemento nominal

E se for caso de se

Analisando a circunstância

Tu serás partícula de realce 
E estaremos em perfeita concordância

Se for índice de indeterminação
Eu te digo quem é o sujeito
O que rege meu coração
E o que conjuga meu peito

E referir-me-ei a ti
Na primeira do singular
Usarei este, neste, aqui
Para nos aproximar

E me perdoe por usar o possessivo
Contudo, usarei nosso no lugar de meu
E usarei o elemento coesivo
Para unir estes corações que são ambos teus

E se não souberes gramática
Amor, a gente inventa um dialeto
Em que a única regra prática
É que tu sejas meu objeto direto.




Foto: Quero-te como pronome
Pronome pessoal
Quero ter seu sobrenome
Como complemento nominal

E se for caso de se
Analisando a circunstância
Tu serás partícula de realce 
E estaremos em perfeita concordância

Se for índice de indeterminação
Eu te digo quem é o sujeito
O que rege meu coração
E o que conjuga meu peito

E referir-me-ei a ti
Na primeira do singular
Usarei este, neste, aqui
Para nos aproximar

E me perdoe por usar o possessivo
Contudo, usarei nosso no lugar de meu
E usarei o elemento coesivo
Para unir estes corações que são ambos teus

E se não souberes gramática
Amor, a gente inventa um dialeto
Em que a única regra prática
É que tu sejas meu objeto direto.

Poesia por Letícia Bonetti, minha poetisa convidada da vez!
Foto por Bernardo Moreira
http://www.flickr.com/bernardomoreiraphotos

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Poesia por Letícia Bonetti, 
Foto por Bernardo Moreira

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