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sábado, 18 de outubro de 2014

Lua cheia!

Lua cheia- Setembro 2014




U A L  é  L U A
Fascina,
em meio a escuridão ilumina
seu brilho não impede que eu a enxergue
no mais cheio que possa parecer, ela aparece
sem começo e sem fim fica assim
como se estivesse iluminando a mim



Sejamos como a lua que ilumina a escuridão mesmo sem brilho próprio, pois reflete a luz do sol. Iluminamos e reflitamos a luz do Senhor!

Professorando 3: relatos da vida escolar de uma professora




Escola Baptista


Continuo a descrição do Ensino Fundamental ciclo I


Na segunda série, a professora era bem organizada, sistemática e brava, ela não permitia que os alunos conversassem entre si, mesmo quando tivessem terminado as atividades. A professora da terceira série se chamava Vera Lúcia, ela era muito dedicada e carinhosa, essa professora permaneceu com a turma por dois anos, ou seja, ela também foi a professora da turma na quarta série, devido as afinidades eu e mais três amigas tínhamos seu número de telefone residencial, ela também nos disse que quando quiséssemos poderíamos visitá-la em sua casa  (nós fomos no ano seguinte e ela nos recebeu muito bem).                                                                                                       
          A professora Vera, fazia com que eu recordasse da professora Sônia, da primeira série, eu gostava muito dessa professora da terceira e da quarta série, principalmente quando ela solicitou que eu ajudasse aqueles que estavam atrasados (quando eu terminasse) eu gostava de ajudar e nunca dava as respostas aos alunos, mas ensinava-os a encontrar.
            Na quarta série, nossa turma teve que mudar de escola, pois essa escola começou a atender de quinta a oitava série. Com isso, foi formada uma turma só de alunos da Escola Estadual “Antônio de Baptista”, que foi enviada para a Escola Estadual “Maria stella de Cerqueira César”, que não era bem vista pelos nossos pais, pelo fato de atender crianças carentes já que se localizava próximo a uma favela.
            Tínhamos as piores referências daquela escola, quando chegamos os outros alunos se posicionaram contra a gente e então a nossa sala se uniu. Ficávamos o tempo todo juntos, inclusive no recreio quando nos reuníamos para lanchar e depois brincar, a brincadeira preferida era pega-pega com o pé, ou seja, ao invés de relar em qualquer parte do corpo da pessoa tinha-se que relar no pé.
            Não podíamos nem olhar muito para os alunos das outras turmas, pois tínhamos medo de que eles quisessem nos agredir. Nos jogos entre as classes, (que eram chamados de interclasse), nossa sala ganhou na queima e por isso, a outra sala quis brigar com a gente. Nesse dia, lembro-me da metade da sala chorando porque estava com medo de apanhar na saída, nos sentíamos um corpo estranho naquela escola. O único benefício que tínhamos era a professora Vera, intercedia a nosso favor.         


            Nossa surpresa aconteceu na quinta série, quando voltamos para o Baptista e as turmas estavam mescladas entre os alunos do Baptista e do Maria stella...



Amanhã continuo...

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Apresento: ótima cantora cristã


Apresento Lorena Chaves, cristã,  compatível com meu gosto musical e a partir de hoje, ouvida recorrentemente:


 

                                                                                       

AMOR QUE EU QUERO

São seis horas da manhã

Logo abre a cortina
Deixando o sol entrar

Ela o acorda com um beijo
Ele responde com desejo

Sorriso se abre no olhar


O café já está na mesa
Na parede o retrato
Enfeita a sala de estar




Lá fora as frutas da estação
Dão um tom certo pra canção

Que eu resolvi cantar

A noite chega de mansinho
Ela prepara o jantar
Cheiro de amor no ar

Ele aproxima com carinho
Declara um verso ao pé do ouvido
Diz como é bom amar


O amor que eu quero é assim
Amor que faz dentro de mim
Crescer a paz, amor demais, amor sem fim

O amor que eu quero é assim
Em tom sincero, diz que sim
E leva toda ilusão do velho amor

Casa pequena, mas tão grande
Lá não faz frio e não há dor
De uma desilusão

Pois a lareira está acesa
Mandando embora a tristeza
Queimando até se dissipar








Professorando 2: relatos da vida escolar de uma professora

Após a Educação Infantil, hoje, apresento a 1ª série do Ensino Fundamental:




Capa do meu primeiro caderno
Anos depois, fui para a primeira série do ensino fundamental, eu tinha 7 anos  e fui estudar em uma escola estadual que atendia de primeira a quarta-série. Como apresentava muita curiosidade em relação ao ensino fundamental, perguntava para a minha mãe que dizia que tinha recreio e que se usava cartilha (com a história do  bebê e da vaca). Ela me aconselhava a sentar na primeira carteira e tomar cuidado com os meus materiais escolares.
            No primeiro dia de aula, almocei e junto com a minha mãe fui para a escola.           Na escola, ao procurar meu nome na lista, minha mãe descobriu que eu estava matriculada na primeira série B que se encontrava na sala 2, com a professora Sônia, minha mãe disse para eu entrar e falou:
“- Aline Não se esqueça de sentar na primeira carteira”
            Essa frase ficou gravada em minha mente e até hoje sento na primeira carteira, outra frase que ela dizia e também ficou gravada era:
“-A Aline vai estudar tanto que vai até sonhar com os números”
            Frase verdadeira, pois já sonhei com números, geografia, história, português e tantas outras matérias.  Enfim, sentei na fileira do meio na primeira carteira. Minha mãe ficou observando e depois de um tempo foi embora, senti-me segura com ela me levando pelas mãos e me instruindo quanto o que deveria fazer.
                     Não demorou muito para eu estar alfabetizada, para ser mais precisa foi antes do segundo bimestre, meses depois a professora pediu que escrevêssemos nosso primeiro texto  que seria anexado na pasta de produção de texto. Para isso, em uma folha de caderno, ela colou desenhos diferentes e pediu que escrevêssemos uma história sobre o desenho, meu desenho era uma vaca e um senhor do lado com um balde de leite e um sorriso no rosto, então escrevi sobre a vaca Mimosa que dava leite para o vovô, fui uma das primeiras a terminar, e quando mostrei para a professora ela chamou a inspetora para ficar na sala e foi levar o meu texto para a direção.
            Não entendi o porquê dela ter mostrado para a diretora, mas depois desse dia ela perguntava sempre:
“Aline o que você quer ser quando crescer?”
            Eu respondia que queria ser professora, e ela dizia que eu deveria ser escritora. Eu achava engraçado e muito fora da realidade, pois nunca tinha conhecido alguém que era escritor.  Sabíamos exatamente os que tiravam melhor ou pior nota, eu era vista como inteligente e me chamavam de “CDF”, minha mãe participava de todas as reuniões e a professora não tinha reclamações.
                 A ida a escola era prazerosa, além disso, eu também gostava do diretor que era um senhor engraçado que constantemente fazia visitas às turmas, para conversar e contar piadas para as crianças. Os alunos o chamavam de senhor Zé.
            Com os colegas, eu tinha um bom relacionamento, conversávamos bastante e no final de semana brincávamos um na casa do outro, eu apresentava maior afinidade com o Hudson que sentava ao meu lado.


Amanhã continuo :)