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sábado, 11 de março de 2017

Formas de amar: aprendendo com crianças: 54





Em meio a dureza, aos espinhos, houve um espaço para a poesia, sedenta de doçura que outrora havia deixado espaço para a fortaleza, firmeza e rosto carrancudo, veio o renascimento. Há duas formas da poesia ressurgir: com amores doces que te fazem sentir a pessoa humana mais importante e com crianças que com seu jeitinho vão alargando os  corações.
Dessa vez, o coração não estava querendo ser alargado, o amor não estava doce, mas havia pequenos de três anos que a olhavam como  quem olha para a pessoa mais importante daquele espaço, como uma segunda mãe, era assim que a olhavam. Após um mês, os choros cessaram, o pedido pela mãe diminuiu e ficou bem bem bem distante...Onde ela estava eles estavam, não precisava chamar, ao brincar se rodeavam em volta dela, era só ela sentar que vinham em volta onde quer que estivessem, em meio ao escorregador, gangorras e rodinhas eles preferiram ficar em volta dela em outro espaço que não possibilitava esse brincar.


-Você não quer escorregar?
-Não Prô, eu quero ficar com você...


E assim foi indo, até que ela se derreteu o coração alargou e no sábado, em pleno sábado ela se pegou pensando neles com saudade, pensando em como é bom estar com eles  agora que não choram, que sentam em roda, que cantam, que ouvem a história, que se encantam com tudo e gostam das tintas, massinhas e demais atividades. 
Eles estão conhecendo o mundo e ela está encantada com eles conhecendo, ela está empolgada, em meio a tudo isso, em meio a dureza, a firmeza, eles com aqueles sorrisos, com aquelas falas meio errada, com aquelas vozes lindinhas, com aquele pedido de ajuda em muitas ações, com aquelas belezas singulares, adentraram um coração e mudaram a professora, lembrando que nessa profissão ela não consegue deixar de amar e deixar de aprender com as crianças como fazer isso.
.... Agora ela está em pleno fim de semana pensando em cada um deles....


O afeto afeta o desafeto desafeta!


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